terça-feira, 26 de março de 2013

Poema: Eu queria ter visto.


Poema: Eu queria ter visto.
  

Ela estava sozinha, perdida, sem saber que rumo tomar.
Ela só queria ser feliz, sorrir, viver, esquecer.
Eu devia ter visto seu sorriso duvidoso, seus olhos que pediam ajuda.
Eu deveria ter percebido suas angústias e desalentos.

Mas não pude, estava cega no meu próprio eu.
Enquanto me perdia em meus pensamentos pessoais.
Enquanto me preocupava apenas com meu próprio amanhã.
Enquanto enfrentava meus problemas.

Ela falecia aos poucos de espírito.
Seu sorriso não passava de uma fachada.
Ela afundava cada vez mais dentro de um lamaçal imundo.
Esvaziava sua alma para este mundo.

E eu não vi. Eu não pude ver.
Porque me importava apenas com o meu eu.

Se eu pudesse voltar no tempo.
Agora que é tarde demais.
Se eu pudesse fazer algo por ela.
Agora que ninguém mais pode.

Se eu pudesse... Eu o faria.
Se eu soubesse... Eu me importaria.

Se...

Abra os olhos, enxergue mais do que a paisagem.
Sinta os sentimentos, seja capaz. Você é capaz!
A mascara é visível a todos, a dor do peito a poucos.

Quando o mundo acordar do seu sono profundo.
Quando a ganância soltar suas garras de tudo.
Quando o sol iluminar os cantos mais escuros.
Só então, as pessoas acordarão.
Só então eu acordarei.

O dia não nasce o mesmo para todos.
A percepção é algo limitado.
O amor é algo rareado, quase mítico.

As pessoas deixaram sua essência.
As pessoas mataram sua presença.
As pessoas vagam sozinhas, perdidas, sem saber que rumo tomar.



By. Dayla Assuky

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